quarta-feira, 11 de abril de 2012

Minhas impressões sobre o uso das Tecnologias na Educação

Minhas impressões sobre o uso das Tecnologias na Educação

Alunos da Escola Joca Costa em Dianópolis -TO
Lembro-me  do tempo em que usamos uma blusa de tergal branca, uma calça jeans azul e um sapato conga ( os que tinha uma condição  financeira melhor usava bamba); a professora era também  merendeira  e o recurso tecnológico dela era um fogão a lenha que era abastecido por gravetos secos trazidos pelos próprios alunos ou , uma vez  por  outra, o marido dela cortava algumas lascas de Aroeira – que saudade da velha Aroeira! A professora, geralmente  morava na própria escola ou vinha a cavalo da rua. Ela nem  sonhava com quadro branco, projetor de imagem, computador, aparelho de DVD ou qualquer  coisa assim. Nessa época o saudoso e imortal Paulo Freire já havia dito que escola de pobre tem  que  ser  escola rica.
     O  tempo passou, a professora mudou, nós alunos crescemos , a escola mudou... Podemos até, se comparado àquela época, dizer que a ideia de escola rica para pobre foi colocada em prática. Hoje temos tudo que há de tecnologia dentro das escolas publicas, e mesmo assim,  claramente,  através dos índices, percebemos  que não há evolução no desempenho dos alunos. E então, o que deu errado?
    Observa se que  não há mais espaço  para leigos em tecnologia dentro da educação  porém , na pratica  não é o que acontece. Nota se que o professor não está preparado para lidar com esses  os novos recursos de  ensino e aprendizagem.
    O currículo dos cursos direcionados a professores ainda encontra se defasado. Preparamos professores para o século passado. Esses profissionais saem das universidades para atuar em sala  de aula e encontram um ambiente  totalmente alheio ao que aprenderam em  seus cursos. As secretarias de educação realizam cursos de curto período de duração, muitas vezes  com  tutores  que também precisam aprender tanto quanto os professores.
      Assim caminhando, sem  saber por onde começar e nem  onde  se quer chegar. Nossos alunos estão aprendendo mais fora da sala do que dentro, os professores que  querem fazer  pelo menos o básico precisam fazer  cursinhos de informática que muitas vezes não  ensinam nada.
     Paulo freire não sabia a confusão que iria causar tornando a escola comunitária rica, mas não errou, porque realmente, a escola de pobre tem que ser  rica. Não adianta investir em tecnologia se não houver pessoas especializadas para manuseá-las. O Estado irá gastar muito e não terá o retorno esperado, mas  sim  prejuízo e frustração.
     Neste caso, é  preciso que seja revisto e atualizado o currículo  dos cursos direcionadas a formação de professores; realizar  formações mais consistentes e com profissionais adequados; inserir diretamente nas escolas o  suporte técnico, pois  dessa forma o prejuízo será  bem  menor e, no final, quem sabe  não pode  acontecer  um  pouco de aprendizagem.




                                                                                                         Odair José Rodrigues

Um comentário:

  1. Olá Odair,
    Vejo que vem utilizando suas concepções um favor do processo educativo. Acredito que podes colocar em seu blog sua experiência na biblioteca e labim da escola, postando as atividades que realizas no cotidiano. Vamos compartilhar nossas ações!
    Sucesso!
    Edna

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